Em visita a Coréia do Sul, Papa quer levar esperança e paz

17 jul 2014

Falta menos de um mês para a visita do Papa Francisco à Coréia do Sul, terceira viagem internacional do Pontificado programada para se realizar de 13 a 18 de agosto. Entre os momentos principais da visita, o encontro com os jovens por ocasião da VI Jornada da Juventude Asiática, a Beatificação de 124 mártires coreanos e a Missa pela paz e a reconciliação.

A Igreja coreana é a primeira Igreja asiática a acolher o Papa Francisco. Por meio deste significativo evento, a Igreja coreana se tornará a porta para a evangelização na Ásia. O Santo Padre vai como um pastor para encontrar as pessoas e para encontrar os jovens da Ásia. Podemos dizer que a Coréia é um país que simboliza as necessidades de um mundo de paz e reconciliação. Assim, a visita do Santo Padre pode levar uma importante mensagem de esperança e de paz ao nosso país. A Rádio Vaticano entrevistou o Porta-voz da Arquidiocese de Seul, Pe. Hur Young-yup:

RV: Qual a opinião dos coreanos sobre o Papa Francisco?

Pe. Hur: “Não somente aos católicos, mas o Papa Francisco agrada a todos. Apreciamos as suas qualidades e a sua simplicidade; apreciamos o modo como ele se preocupa com as pessoas pobres e marginalizadas. Toda a população coreana está impaciente em encontrar o Papa Francisco”.

RV: Como vocês estão se preparando para a visita do Papa?

Pe. Hur: “Junto com a Igreja coreana, também o nosso governo está dando o seu total apoio à preparação da visita pastoral do Santo Padre. Portanto, penso que os preparativos internos sejam tão importantes quanto os externos. A visita do Santo Padre não é somente uma ocasião especial para a Igreja coreana, mas uma oportunidade importante para as reformas internas e a evangelização externa”.

RV: Em 1989, há 25 anos, João Paulo II realizava a sua segunda visita à Coréia. Quais os frutos?

Pe. Hur: “A visita de João Paulo II provocou efeitos positivos na Igreja coreana. A Igreja Católica tornou-se mais conhecida na sociedade e deixou uma boa impressão junto à população”.

RV: O processo de secularização diz respeito à Coréia do Sul, assim como todos os países industrializados. Qual a resposta da Igreja coreana?

Pe. Hur: “Hoje o nosso país está sendo seriamente atingido pela ideologia do materialismo, do individualismo, do secularismo e da apatia religiosa. O mesmo problema existe dentro da Igreja. Portanto, é importante que a Igreja encontre novos caminhos e novos métodos para enfrentar tal situação. Acredito que seja uma tarefa importante e um objetivo para a nova evangelização”.

RV: O Evangelho na Coréia foi difundido pelos leigos em 1700…

Pe. Hur: “O catolicismo foi trazido ao nosso país depois que os livros católicos foram traduzidos em coreano e os alunos coreanos começaram a estudá-los. Sucessivamente, formaram comunidades católicas e pregaram a sua fé a outras pessoas. Portanto, a coisa mais singular da Igreja coreana é que iniciou por meio dos leigos e não pelos missionários. A Igreja coreana sofreu muitas perseguições. Todavia, os nossos ancestrais conservaram a sua forte fé e continuaram a difundir a boa nova de Jesus Cristo”.

RV: Qual é o trabalho da Igreja em prol da reunificação do país?

Pe. Hur: “Esta é a missão da Igreja coreana: trabalhar pela reconciliação e a unificação do nosso país. Acredito que o apoio humanitário e o diálogo sincero sejam a coisa mais necessária. A Igreja continuou a dar apoio humanitário também quando a relação entre Norte e Sul era tensa”.

RV: A propósito da reunificação, qual a importância do diálogo inter-religioso para se alcançar tal objetivo?

Pe. Hur: “O diálogo inter-religioso é uma questão importante que não deveria ter nada a ver com os objetivos políticos. Penso que seria uma coisa muito bonita se as pessoas de religiões diferentes se conhecessem mutuamente e apreciassem a beleza que cada religião trouxe ao ser humano”. (JE)

Da Redação da Pascom
Fonte: Rádio Vaticana

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