São Pio X, 100 anos de sua morte

21 ago 2014

Pio X peqHoje a Igreja celebra a Memória Litúrgica de São Pio X, Papa da Igreja durante os anos 1903 a 1914 (11 anos de pontificado). Exatamente ontem, 20, morria o Papa pobre. Era assim que o mesmo se considerava, um pároco pobre do campo. Filho de família humilde e bastante numerosa, religiosa. Seu nome de batismo era José Melquior Sarto, esse sobrenome lhe dava poder de driblar as pessoas quando o chamavam de Padre Santo, logo ele dizia sorridamente: “Não se diz Santo, mas Sarto”. Em seu testamento, assim se inicia: “Nasci pobre, vivi pobre e quero morrer pobre” e assim, aos 79 anos partiu para a eternidade o simples “pároco pobre da roça”.

Para a Igreja de Cajazeiras, São Pio X tem grande relevância no que diz respeito a uma Diocese Centenária. Porque motivo?

A Diocese de Cajazeiras foi criada justamente pelo Papa Pio X, por meio da Bula “Maius Catholicae Religionis Incrementum”, no dia 06 de fevereiro de 1914. Então, no ano que ele cria a Diocese (em 06 de fevereiro), no mesmo ano (em 20 de agosto), ele morre e encerra assim o seu pontificado. Isso significa dizer que enquanto Papa fundador, ele viveu apenas 6 meses e 14 dias. Como a Diocese só foi instalada no ano seguinte, então as comemorações são por dois motivos: pela criação e pela instalação. O detalhe é que neste dia, hoje como memória, temos o Centenário de morte (ou nascimento ao Céu) do Papa fundador desta Diocese.

Saiba mais:

Seu nome de batismo era José Melquior Sarto, oriundo de família humilde e numerosa, mas de vida no seguimento de Cristo. Nasceu numa pequena aldeia de Riese, na diocese de Treviso, no norte da Itália, no dia 2 de junho de 1835. Desde cedo, José demonstrava ser muito inteligente e, por causa disso, seus pais fizeram grande esforço para que ele estudasse. Todos os dias, durante quatro anos, o menino caminhava com os pés descalços por quilômetros a fio, tendo no bolso apenas um pedaço de pão para o almoço. E desde criança manifestou sua vontade de ser padre.

Quando seu pai faleceu, sua mãe, Margarida, uma camponesa corajosa e piedosa, não permitiu que ele abandonasse o caminho escolhido para auxiliar no sustento da casa. Ficou no seminário e, aos vinte e três anos, recebeu a ordenação sacerdotal com mérito nos estudos. Teve uma rápida ascensão dentro da Igreja. Primeiro, foi vice-vigário em uma pequena aldeia, depois vigário de uma importante paróquia, cônego da catedral de Treviso, bispo da diocese de Mântua, cardeal de Veneza e, após a morte do grande papa Leão XIII, foi eleito seu sucessor, com o nome de Pio X, em 1903.

No Vaticano, José Sarto continuou sua vida no rigor da simplicidade, modéstia e pobreza. Surpreendeu o mundo católico quando adotou como lema de seu pontificado “restaurar as coisas em Cristo”. Tal meta traduziu-se em vigilante atenção à vida interna da Igreja. Realizou algumas renovações dentro da Igreja, criando bibliotecas eclesiásticas e efetuando reformas nos seminários. Pelo grande amor que dispensava à música sagrada, renovou-a. Reformou, também, o breviário. Sua intensa devoção à eucaristia permitiu que os fiéis pudessem receber a comunhão diária, autorizando, também, que a primeira comunhão fosse ministrada às crianças a partir dos sete anos de idade. Instituiu o ensino do catecismo em todas as paróquias e para todas as idades, como caminho para recuperar a fé, e impôs-se fortemente contra o modernismo. Outra importante característica de sua personalidade era a bondade suave e radiante que todos notavam e sentiam na sua presença.

Pio X não foi apenas um teólogo. Foi um pastor dedicado e, sobretudo, extremamente devoto, que sentia satisfação em definir-se como “um simples pároco do campo”. Ficou muito amargurado quando previu a Primeira Guerra Mundial e sentiu a impotência de nada poder fazer para que ela não acontecesse. Possuindo o dom da cura, ainda em vida intercedeu em vários milagres. Consta dos relatos que as pessoas doentes que tinham contato com ele se curavam. Discorrendo sobre tal fato, ele mesmo explicava como sendo “o poder das chaves de são Pedro”.

O povo, de imediato, passou a venerá-lo como um santo. Mas só em 1954, no dia 03 de setembro, ele foi oficialmente canonizado, pelo Papa Pio XII.

Da Redação da Pascom Diocesana

Redação e adaptação: Alfredo Leonardo

Fonte de pesquisa: paulinas.org

São Pio X

 

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